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Sustentabilidade

No prejuízo!

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Atraso de Belo Monte custará R$ 5,78 bi por ano e R$ 15,8 mi por dia

 

Segundo Abiape, valores representam volume de energia produzida em usinas termelétricas que teriam que entrar em operação para suprir a energia não produzida pela hidrelétrica

Por Agência Estado

Caso a justiça acate o pedido de suspensão da licença de instalação da usina de Belo Monte, no Rio Xingu (PA), o empreendimento terá um custo extra de R$ R$ 5,781 bilhões ao ano, ou R$ 15,84 milhões por dia. O cálculo foi feito pela Associação Brasileira dos Investidores em Autoprodução de Energia (Abiape), a pedido da Agência Estado.

Segundo Mário Luiz Menel da Cunha, presidente da entidade, esses valores representam o volume de energia produzida em usinas termelétricas que teriam que entrar em operação para suprir a energia não produzida em Belo Monte.

Ele explicou que, enquanto o custo médio da energia de Belo Monte é de R$ 100 por megawatt/hora, o das usinas termelétricas a gás é de R$ 250 por megawatt/hora. Com base nessa diferença, a entidade chegou ao custo adicional da usina multiplicando a diferença por 4.400 megawatts/médios, que é a capacidade de Belo Monte. Por essa razão, a entidade defende que não ocorram atrasos para a execução da obra, pois o País é que pagaria essa conta. 

Objetivo é crescer de forma sustentável, afirma Dilma

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A presidente reafirmou que tem como compromisso de governo melhorar as condições de vida da classe média e erradicar a miséria

Por Agência Estado

Durante discurso, hoje, na posse dos novos ministros de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, e da Pesca, Luiz Sérgio, a presidente Dilma Rousseff reafirmou que tem como compromisso de governo melhorar as condições de vida da classe média e erradicar a miséria. Ela destacou que, no início do governo, se esforçou para manter a estabilidade econômica, controlar a inflação e manter as contas e o superávit. São esses fatores, apontou, que garantem e mantêm a geração de empregos. "O nosso objetivo é fazer o País crescer de maneira sustentável."

Ela também aproveitou o discurso para fazer afagos no Congresso e no Judiciário. Dilma disse que só o entendimento entre os poderes permite o desenvolvimento do País. "Sem dúvida nenhuma, a afinidade de nosso governo com a política se manifesta pelo imenso respeito ao Congresso Nacional e ao Judiciário", afirmou.

A presidente também tentou mostrar que o governo tem traquejo político. Ela disse que procura valorizar "a capacidade técnica e a gestão eficiente" e, ao mesmo tempo, buscar a convergência política. "A política qualificada se traduz no respeito à democracia na superação do arbítrio", afirmou. Segundo a presidente, "a importância que o governo atribui à atividade política se deve à convicção de que as transformações e as mudanças sociais no Brasil só podem nascer da articulação de interesses e das afinidades", disse.

Na avaliação da presidente, não existe dicotomia entre governos técnico e político. "Precisamos trabalhar todos juntos. O governo não é só o Executivo, mas a ampla coalizão que soubemos pactuar", destacou.

Selo de eficiência energética

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Isso já ocorre com aparelhos eletrodomésticos como geladeira e freezers. O uso do selo será obrigatório num prazo de 12 meses, mas ele não informou a data que a medida entrará em vigor.

Por Agência Estado

 
O secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, antecipou que o governo exigirá da indústria automobilística a utilização de um selo de eficiência energética, a exemplo do que já ocorre com aparelhos eletrodomésticos como geladeira e freezers. O uso do selo será obrigatório num prazo de 12 meses, mas ele não informou a data que a medida entrará em vigor. 

Em seminário em Brasília sobre tecnologia de carros elétricos, Barbosa afirmou que o governo está negociando com a indústria o uso do selo e que o Inmetro e o Ibama já fizeram os testes de eficiência energética. Segundo ele, esse é um processo que está avançado. Mas Barbosa salientou que o governo não adotará uma tributação diferenciada do IPI para os veículos que tiverem melhor eficiência enérgica. "É para informação do consumidor", destacou. 
De acordo com Barbosa, uma mudança simples e rápida do IPI para os veículos com melhor eficiência energética beneficiaria neste momento apenas a produção importada. E o interesse do governo, destacou ele, é estimular o desenvolvimento de tecnologia e a produção no Brasil. 

Ele destacou também que o governo, nessa política de estímulo a tecnologias de maior eficiência energética, vai garantir incentivos fiscais e financeiros para o desenvolvimento de tecnologias automotivas. Não somente para carros elétricos como também para veículos flex. 

O secretário executivo ressaltou que desde o ano passado o governo discute com a indústria, em um grupo de trabalho, essa política de incentivo à maior eficiência energética. Essa discussão surgiu com os incentivos fiscais concedidos durante a crise financeira internacional, que permitiu a redução do IPI para produtos da linha branca com melhor eficiência energética. 
Hoje o carro elétrico tem IPI mais elevado do que os veículos flex. Enquanto os flex têm alíquotas de 7%, 11% e 18%, os elétricos possuem alíquota de 25%. 

Para Barbosa, não é interesse do governo fazer uma redução da alíquota para veículos elétricos porque incentivaria apenas a importação de produtos. Ele disse que "essa discussão sobre veículos híbridos abre uma janela de oportunidades tecnológicas e o Brasil, como um grande mercado, não pode se dar ao luxo de ficar fora dessas mudanças tecnológicas". 
Última atualização em Ter, 05 de Julho de 2011 12:05